TERAPIA SONORA

CORPO | SOM | CONSCIÊNCIA

Regulação Vibroacústica

Regulação sistêmica utilizando a escuta somática por ressonância

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Terapia Bioacústica

Utilizando os sons da natureza para promover a saúde integral

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Massagem de Som

Vibrações sonoras na regulação somática e sistêmica

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DEFINIÇÃO

 

Terapia Sonora é um termo genérico usado para designar métodos que se utilizam do som como agente terapêutico sem necessariamente estar organizado em uma estrutura musical.

A Terapia Sonora é fundamentada no Princípio da Ressonância. A capacidade de ressonância se dá quando duas frequências idênticas entram em fase, vibrando em uníssono, transmitindo energia uma para outra e amplificando, assim, o fenômeno vibracional. Este princípio se manifesta sonoramente como experiência física vibroacústica e, a nível emocional, como empatia. Quando o fenômeno da ressonância vibro-acústica-emocional é percebido por uma pessoa, o senso interno de segurança é ampliado, possibilitando a eliminação de bloqueios e tensões. Neste momento, o sujeito se percebe mais integralmente, como sendo escutado e compreendido ampla e profundamente, desde o nível das memórias celulares até sua realidade psicoemocional, mental e essencial.

No trabalho com Terapia Sonora acessamos diretamente as informações de toda experiência vivida armazenada no organismo como informação/vibração, através da sintonização com vibrações produzidas por fontes sonoras. Estas vibrações poderão ressoar em partes e campos saudáveis, amplificando a sensação de bem estar e relaxamento; acessar áreas desarmônicas/doentes; ou, ainda, se deparar em áreas de bloqueios - local de estrangulamento do fluxo vibracional aonde a capacidade de ressonância está comprometida. Nas partes saudáveis, como por exemplo a célula, a aplicação de frequências reconectivas ou de harmônicos sonoros[1] fortalecem a frequência saudável existente, este efeito se estende até o núcleo de memórias das células doentes/desarmônicas ativando seus registros saudáveis e contribuindo para a restauração do seu padrão natural. Nas partes em desequilíbrio é possível carrear a frequência desarmônica para fora do sistema ou imprimir outro padrão vibracional que sobreponha ao padrão vibracional nocivo. Em áreas de bloqueio, a revitalização acontece com a ampliação dos canais de fluxo vibracional e a liberação das tensões somáticas e energias residuais. Neste caso, o sistema passa por uma reorganização interna, recuperando a capacidade de ressonância/conexão com o mundo externo. Considerando que, somos seres moldados pelas ressonâncias produzidas a partir dos processos vibracionais internos em relação aos externos[2], tal interação harmônica é determinante na formação de um padrão saudável de vida.

No vídeo ao lado podemos observar uma experiência simples de Cymatics aonde diferentes frequências sonoras produzem diferentes formas.

ÁREAS DE ATUAÇÃO

 

Em se tratando de uma abordagem não-invasiva e asséptica, a Terapia Sonora pode ser aplicada de modo complementar aos demais tratamentos médicos, em clínicas e hospitais em áreas como: controle do estresse e ansiedade; controle da dor; tratamento do trauma; oncologia; pacientes em cuidados paliativos, e em gerontologia.

No controle do estresse e ansiedade

A Terapia Sonora colabora na restauração do equilíbrio do organismo com níveis elevados de estresse e ansiedade. Sabemos que o estresse, assim com a ansiedade, são respostas naturais do corpo a situações de ameaça.  O que os torna nocivos à saúde do indivíduo é a impossibilidade de adequação de suas reações e liberação pelo corpo de seus efeitos. Neste caso, a TS entra como agente coadjuvante na regulação entre a carga emocional, a atividade cerebral e as reações fisiológicas decorrentes da adaptação a eventos estressores, inclusive a dor.

Métodos como a Massagem de Som funcionam satisfatoriamente como efeito de controle positivo do estresse (ex.: relaxamento profundo) e diminuição do seu controle negativo (ex.: agitação mental); além de produzir efeitos positivos em relação à imagem corporal dos indivíduos com o aumento da “dinâmica corporal vital” e a redução da “avaliação corporal rejeitada”, demonstrados em resultados de diversas pesquisas documentadas pelo Instituto Peter Hess, Alemanha[2]. Análises relataram também que diversos efeitos resultantes do estresse, como aumento da pressão sanguínea, tensão e dor muscular, limitação em movimentos, falta de sensibilidade, deficiência na percepção, inquietação interior, insônia, ansiedade e sensações depressivas, foram minimizados a partir da aplicação da massagem de som. O relaxamento induzido pelas vibrações das tigelas tibetanas no organismo provocam uma percepção corporal alterada, com sensação de expansão e vitalidade e desdobramentos psíquicos da “imagem corporal positivada”, levando à uma melhor identificação de sintomas e maior possibilidade de autorregulação, compreensão e controle dos movimentos e reações; condições fundamentais no gerenciamento do estresse.

Na terapia vibroacústica, segundo pesquisas realizadas pelo musicoterapeuta Roger Carrer (2007), são aplicadas ondas sonoras de baixa frequência, com comprovada redução da dor, diminuindo a hipertonia e a ocorrência de espasmos musculares, propiciando o aumento da amplitude dos movimentos, possuindo um efeito ansiolítico e analgésico. Na escuta somática por ressonância “...as vibrações, tanto da música, quanto das baixas freqüências sonoras são sentidas no corpo que recebe uma ‘massagem interna’ beneficiando o sistema autônomo corporal, facilitando processos metabólicos e estimulando a circulação sanguínea, induzindo o indivíduo a um relaxamento profundo, e estes são alguns dos principais aspectos que são considerados responsáveis pelos benefícios terapêuticos.”[3].

Por último, devemos considerar o estresse causado pela exposição constante, sofrida pelo organismo humano, a frequências vibratórias e eletromagnéticas advindas de fontes vibratórias artificiais tais como, aparelhos celulares, televisão, máquinas e equipamentos ruidosos, etc. Os efeitos nocivos destas vibrações podem ser apaziguados com a aplicação das técnicas de Regulação Vibroacústica Sistêmica. Tais técnicas consistem em oferecer tempo de restauração e vibrações reguladoras ao organismo: frequências reconectivas, harmônicos sonoros (overtones) e sons orgânicos e naturais.

No tratamento do trauma

Segundo Peter Levine, “o trauma acontece quando o organismo é forçado além de sua capacidade adaptativa para regular os estados de ativação. O sistema nervoso ‘traumatizado’ se desorganiza, falha e não consegue se recompor. Isto se manifesta em uma fixação global, em uma perda importante na capacidade rítmica de autorregulação da ativação, que orienta, permite estar no presente, e fluir na vida”[4]. Neste caso, a energia residual bloqueada no sistema acarreta a desconexão, podendo desenvolver sentimento de perda do controle e ameaça de morte relativos ao estado de imobilidade e impotência. Em condição de internação, pode-se encontrar indivíduos com sintomas semelhantes ao trauma, relativos à internação em si, ou com sintomas traumáticos ligados à experiência da doença/desorganização que o levou à internação. Em ambos os casos, torna-se necessário acessar as energias ligadas a estes estados, liberando-as e transformando-as. Com esta finalidade, utilizaremos a Somatic Experiencing® (SE), técnica idealizada pelo médico e terapeuta americano Peter Levine. A partir da observação de que os animais selvagens raramente são traumatizados, Levine conclui que, o retorno da autorregulação natural e a consequente imunidade ao trauma é garantida aos animais pela eficiência e completude dos mecanismos primários de sobrevivência. Desta maneira, as técnicas do método SE ajudam a “liberar o excesso de energia presa e completar as reações de luta/fuga que mobilizamos ao nos defrontar com a ameaça”[5]. Promovendo a cura do trauma, o SE é uma técnica reconhecida na reintegração do indivíduo que passou por experiências impactantes, comuns ou extraordinárias.

Lembrando que o trauma é “qualquer elemento da experiência de uma pessoa que permaneça fixo e não resolvido”[6], podemos dizer que é um registro da experiência conservado pelo corpo. Tal registro poderá ser acessado por ressonâncias sonoras, assim como, os mecanismos de respostas do organismo à experiência poderão ser ativados pelas mesmas. A Terapia Sonora, também, oferece recursos coadjuvantes no tratamento de sintomas traumáticos. Propiciando resposta de relaxamento e acesso às informações traumáticas reprimidas ou congeladas por mecanismos de defesa, o trabalho com som permite desbloquear as contrações e tensões das áreas “desativadas” e a liberar as cargas/conteúdos reprimidos, seja carreando-os para fora do sistema ou conduzindo-os a um novo padrão frequencial, permitindo, assim, a reorganização do sistema.

Com pacientes em tratamento intensivos

Pacientes em tratamentos intensivos estão submetidos a uma rotina intensa e desgastante de intervenções que impactam o organismo como um todo. Promover o cuidado integral e humanizado, que inclua a multidimensionalidade do paciente é imprescindível. Ao atender às expectativas de comunicação, verbal e não verbal, e à necessidade de escuta, oferecemos ao paciente uma atenção em profunda ressonância com seu ser e a disponibilidade de olhar para além dos sintomas, alcançando sentimentos, emoções e novas perspectivas. Intervenções terapêuticas sonoras sensíveis ao contexto holístico de instalação de uma doença, conduzem a experiências reconfortantes, a espaços de segurança, à escuta ampla do corpo e do ser, e à comunicação empática e ressonante consigo (apoio interno) e com o outro (apoio do cuidador).

De maneira singular, as práticas terapêuticas através do som conduzem ao alívio físico, emocional e espiritual. Nestes casos, possibilitam a melhoria no estado de humor, o alívio do estresse e tensões somáticas, a minimização de pensamentos negativos, aumento da capacidade respiratória, alívio da dor e da fadiga; tornando-se uma aliada nos agravos psicossomáticos e na revitalização geral do sistema. Atuando diretamente no núcleo da dor física e emocional destes pacientes, o acolhimento sonoro integral é um caminho suave e seguro que conduz ao alívio espiritual, à ampliação do sentido da vida e à reconexão com o sentido de paz interior.

Em gerontologia

Tratando-se de um campo multi e interdisciplinar, a gerontologia estuda o envelhecimento em todos os seus aspectos: genético-biológicos, psicológicos e socioculturais. A contribuição da Terapia Sonora possui sua singularidade nesta área por se tratar de uma intervenção a nível físico que desencadeia respostas somáticas, cognitivas, afetivas e emocionais. Aplicações vibroacústicas possuem efeito direto sobre problemas comuns ao envelhecimento melhorando a amplitude de movimentos, trazendo o alívio das dores, o equilíbrio do sistema nervoso e a diminuição da pressão arterial, além de estimular as funções cognitivas. Estas aplicações, por se tratarem de um toque indireto não invasivo, é geralmente bem aceito e acolhido por este público, possibilitando um relaxamento e bem estar geral, traduzindo em sensação de cuidado e atenção plena, além de minimizar a carência de toque da escuta profunda.

Já a investigação da experiência musical individual (musicoterapia receptiva), atinge o núcleo de memória afetiva, e, a cada escuta da melodia familiar desperta lembranças e emoções relativas àquelas experiências. As respostas ao estímulo sonoro e musical despertam o organismo como um todo, desde respostas emocionais à estimulação de imagens e reminiscências, traduzindo-se em vivacidade e energia. Estudos demonstram que, mesmo que a capacidade das pessoas com demência em processar muitos tipos de informação tenham sido perdidas, a resposta emocional às músicas familiares são quase espontâneas[7]. Portanto, nos casos de demência senil, é uma ferramenta importante para devolver momentos de vida escondidos pela incapacidade do organismo em responder a outros estímulos.

[1] Refere-se a frequências reconectivas aquelas relacionadas a padrões naturais saudáveis, como, por exemplo, a Ressonância Schumann; e a harmônicos sonoros às frequências múltiplas inteiras maiores que a fundamental.

[2] Anderten, Karin. Processamento do Stress Através do Som, in Ortelbach. Massagem de Som Segundo Peter Hess, 2015.

[3] Carrer, Roger. Musicoterapia Vibroacústica. Faculdade Paulista de Artes, São Paulo, 2007.

 

[4] Levine, Peter. O Despertar do Tigre. Summus Editorial, São Paulo, 1999.

[5] Ross, Gina. Do Trauma à Cura, Summus Editoral, 2014.

[6] Idem

[7] Tomaino, Concetta M. Musicoterapia Neurológica: evocando as vozes do silêncio, EST, 2014.

INSTRUMENTOS E FONTE SONORAS UTILIZADAS EM NOSSO TRABALHO

TIGELAS TIBETANAS

Instrumento idiofônico produzido no Nepal a partir de uma liga composta por vários metais. Sua principal característica é produzir muitos harmônicos audíveis.

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